sábado, dezembro 28

NOVA DIRETORIA APM

NOVA DIRETORIA DA APM

No dia 07 de junho, as 10:30 a nossa escola realizará uma assembléia para a escolha da nova diretoria da Associação de Pais e Mestres.
A Diretoria é composta de Presidente, Vice-Presidente, 1º Secretário, 2ºSecretário,1º Tesoureiro, 2ºTesoureiro e Conselho Fiscal.
A Associação é responsável por captar e gerir os recursos financeiros originados na arrecadação dos sócios e no Programa de Descentralização Administrativa e Financeira da Secretaria de Educação do DF, cujo valor é em torno de R$ 160.000,00 anuais.
Promove ainda projetos especiais. Nesse ano estamos inscritos no Programa de Responsabilidade Social da CAESB com o Projeto Escola Parque Sustentável, elaborado pela Coordenação de Projetos, com o orçamento de R$ 130.000,00. O Projeto foi considerado habilitado pela Comissão Julgadora e encontra-se em fase de avaliação.
A HORA DE FAZER É AGORA!
Vamos compor uma associação forte, participativa e que represente os pais e a comunidade escolar.
É a garantia de que os recursos sejam aplicados de forma democratica e transparente na melhoria da qualidade da educação de nossos filhos.
ESSE É UM DIREITO SEU, PARTICIPE!

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sexta-feira, dezembro 27

PAIS QUE CUIDAM DA ESCOLA


É possível uma escola pública sem muros, aberta à comunidade, que traga benefícios a todos e que por todos seja cuidada?

A Escola Parque 210/211 Norte acredita nessa possibilidade e propõe uma rede de parcerias, construindo pontes com os diversos segmentos da sociedade e principalmente com a família.

Ao observar projetos vitoriosos no campo educacional, percebe-se como elemento determinante a participação dos pais, intervindo nas ações administrativas e pedagógicas da escola.

Essa participação é garantida e estimulada na Constituição Brasileira, em seu artigo 227, onde diz que “é dever da família, do Estado e da sociedade cuidar de suas crianças e adolescentes com absoluta prioridade, garantindo-lhes acesso a seus direitos fundamentais”, inclusive à educação.

Seguindo esse pensamento, tanto a Lei que organiza a educação no nosso pais (LDB), quanto da Secretaria de Educação do DF em seu Programa de Gestão Compartilhada, orientam para a participação da comunidade por meio de suas instâncias: Conselho Escolar e APM.

É por meio dessas instâncias que o pai tem direito de participar das decisões sobre o melhor funcionamento da escola, bem como da aplicação de seus recursos financeiros.

Assim podemos perceber a importância dos pais (segmento mais interessado na educação dos filhos) na melhoria da qualidade da Escola.

Abrimos esse espaço para debater temas pertinentes a participação dos pais e a educação de nossas crianças e adolescentes.

SEJAM BEM VINDOS!

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quarta-feira, dezembro 25

VIOLÊNCIA NA ESCOLA (BULLYNG ESCOLAR)

Trazemos a reflexão do Psicólogo Daniel Portela, que gentilmente se coloca a nossa disposição para responder a perguntas que podem ser postadas no espaço para comentários.


Bullying escolar

Por: Daniel Portela e Raquel Barros

A violência é um problema de saúde pública, particularmente para jovens, que aparecem nas estatísticas como os que mais morrem e os que mais matam. Um tipo desta violência é a chamada “violência escolar”, que, por definição, seria todos os comportamentos agressivos e anti-sociais, danos ao patrimônio, atos criminosos, etc. (Neto, 2005).

Uma das violências escolares é o bullying, termo utilizado para designar uma prática perversa de humilhações sistemáticas de crianças e adolescentes no contexto escolar (Palácios & Rego, 2006). Tais comportamentos são usualmente voltados para grupos com características físicas, sócio-econômicas, de etnia e orientações sexuais específicas (Smith, 2002).

Martins (2005) identifica o bullying em três grandes tipos divididos da seguinte maneira:

Diretos e físicos, que inclui agressões físicas, roubar ou estragar objetos de colegas, extorsão de dinheiro, forçar comportamentos sexuais, obrigar a realização de atividades servis, ou ameaças;

Diretos e verbais, que inclui insultar, apelidar, fazer comentários racistas ou que digam qualquer diferença do outro;

Indiretos, que inclui a exclusão sistemática de uma pessoa, realização de fofocas e boatos, ameaças de exclusão do grupo com objetivo de obter favorecimentos ou, de forma geral, manipular a vida social de um colega.

Muitas crianças têm receio de contar aos pais que estão sofrendo algum tipo de violência na escola para evitar que os agressores aumentem as provocações. Contudo, os pais podem ficar atentos a certos indicadores suspeitos:

Resistência inexplicável de ir à escola;
Medo ou ansiedade incomuns;
Distúrbios de sono e pesadelos;
Queixas físicas (dores de cabeça ou estômago em dias de aula);
Pertences “perdidos” ou que chegam com algum defeito.

Nunca perguntar diretamente se a criança ou adolescente está sendo vítima de violência, fazer perguntas como: “O que acontece durante o intervalo?” ou “Como são suas amizades?”, ser um bom ouvinte e nunca culpar a criança. Se a situação for séria o suficiente, procurar algum professor ou diretor da escola.

Há também o lado de enfrentar o agressor. Não demonstrar fraqueza pode reduzir as chances de um agressor o escolher como alvo. Algumas táticas são:

Manter postura ereta e olhar o agressor diretamente nos olhos;
Ser educado, mas firme. Dizer “Pare” ou “Me deixe em paz”;
Não chorar, mas afastar-se caso não possa esconder o medo;
Contatar a escola, mantendo o anonimato, e perguntar se há políticas contra agressores;
(Para os pais) Informar à escola datas, horas e locais, caso não vá prejudicar a criança;
(Para os pais) Acompanhar o caso junto aos administradores da escola.

Fica ainda o alerta aos pais para um novo tipo de intimidação, o cyberbullying, que é a utilização da tecnologia de comunicação (celulares, internet, etc.) para a realização de algum tipo de violência (Neto, 2005).


Referências bibliográficas

Martins, M. J. D. (2005) O problema da violência escolar: Uma clarificação e diferenciação de vários conceitos relacionados. Revista Portuguesa de Educação, 18(1), 93-105.

Neto, A.A.L. (2005) Bullying – comportamento agressivo entre estudantes. J. Pediatr. v.81, n. 5, supl.0. Rio de Janeiro.

Palácios, M., Rego, S. (2006) Bullying, mais uma epidemia invisível? Ver. Bras. Ed. Méd. v.30, n.1. Rio de Janeiro.

Revista Mente & Cérebro (2005). Abaixo os valentões. Edição 152. Duetto: São Paulo.

Smith, P. K. (2002). Intimidação por colegas e maneiras de evitá-la. In E. Debarbieux & C. Blaya (Eds.), Violência nas escolas e políticas públicas (pp. 187-205) Brasília/DF: UNESCO.

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